terça-feira, 13 de março de 2012

Destroçada!





Assim me encontro eu, destroçada e revoltada
Revoltada contigo SENHOR!
Porque me viras-te as costas?
Porque permites que continue desta forma sofrendo?
Vivo, ou por outra vegeto,
Pois vivo meio morta meio viva.
Como se com um punhal cravado no meu peito vivesse.
Punhal esse, que dia a dia se vai cravando cada vez mais fundo.
De novo uma luzinha lá bem no fundo se acendeu.
Por momentos fui feliz.
Pensei que desta vez ia ser feliz,
Que tinha encontrado a pessoa certa,
Senti que amava e era amada,
Mas essa luzinha depressa se afastou,
O medo a afastou.
Medo do demónio humano que está encarcerado,
Mas que este ano saí em liberdade.
Não teve força, coragem para comigo o enfrentar,
Entendo perfeitamente,
Também eu vivo momentos de pânico,
Mas não deixo que o medo me trave de viver.
Ganhei resistência e perdi o medo.
Infelizmente não somos todos iguais.
E assim se afastou
Deixando-me completamente desolada, desnorteada, ferida…
Porque permites que sofra mais Senhor?
Porque permites que viva assim Senhor?
Porquê Senhor porquê?
Melhor seria que me tirasses a vida MEU PAI.
Não consigo viver assim Senhor.
Não tenho forças para continuar lutando,
Para continuar esta vida arrastando.
Desisto MEU PAI!
Crava logo esse punhal de uma vez SENHOR!
Pois prefiro morrer de uma vez.
Prefiro mil vezes a morte do que viver assim.
Viver nesta agonia permanente.
Tem compaixão meu pai,
e acaba logo com o sofrimento desta tua filha,
que se nega a continuar vivendo.


(Euzinha)






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